Carga imediata em maxila total com guias empilháveis: controle cirúrgico e previsibilidade no fluxo digital

Matéria da semana - Thayane Furtado, Pedro Resende e Felipe Pohlmann

Carga imediata em maxila total com guias empilháveis: controle cirúrgico e previsibilidade no fluxo digital

Por Thayane Furtado, Pedro Resende e Felipe Pohlmann

INTRODUÇÃO

Nem todo caso de carga imediata em maxila é previsível.

Na prática, o sucesso não depende apenas do implante ou da prótese, mas da capacidade de controlar cada etapa — da exodontia à instalação definitiva — reduzindo variáveis e antecipando limitações biológicas e mecânicas.

Nesse cenário, a cirurgia guiada deixa de ser um recurso opcional e passa a ser uma ferramenta de controle. O uso do sistema Implaguide da Implacil Osstem permite transferir o planejamento digital para o campo cirúrgico com alta fidelidade, aumentando a precisão no posicionamento tridimensional dos implantes e reduzindo desvios angulares que impactam diretamente na fase protética.

Essa previsibilidade tem implicações clínicas importantes. Um posicionamento mais assertivo diminui a necessidade de correções protéticas, especialmente o uso de mini pilares angulados. Em regiões estéticas, isso é decisivo, já que a angulação pode expor a cinta metálica e comprometer o resultado final. Além disso, a utilização predominante de pilares retos simplifica o fluxo, reduz custos e melhora a previsibilidade mecânica do conjunto.

Outro ponto relevante é a organização da técnica. Quando associadas às guias empilháveis, as etapas cirúrgicas passam a seguir uma sequência lógica e controlada, onde cada guia tem uma função específica dentro do procedimento.

Nesse contexto, o uso do Implaguide, aliado ao fluxo digital, permite transformar um procedimento complexo em uma sequência cirúrgica estruturada, previsível e reproduzível, com impacto direto tanto na execução quanto no resultado final.

Figura 01 – Maxila parcialmente dentada, com comprometimento funcional e estético, indicando extração dos elementos remanescentes e planejamento para reabilitação total implantossuportada.

Planejamento digital reverso e desenho das guias empilháveis

A paciente apresentava maxila parcialmente dentada, com elementos remanescentes 17, 13, 12, 11, 21, 22 e 23, com indicação de exodontia e conversão para prótese total fixa implantossuportada.

O planejamento iniciou pela prótese, e não pelos implantes. A par r das fotografias, análise do sorriso e escaneamento intraoral, foi desenhado o projeto protético ideal, em uma lógica semelhante ao DSD, definindo posição dentária, suporte labial, corredor bucal, linha média, exposição gengival e relação da futura prótese com o sorriso da paciente.

Na sequência, o arquivo STL do escaneamento foi fusionado ao DICOM da tomografia, permitindo integrar tecidos moles, dentes remanescentes, volume ósseo disponível e posição planejada da futura prótese. A par r dessa fusão, foi definido o posicionamento cirúrgico protético dos implantes, sempre em planejamento reverso: primeiro a prótese, depois a cirurgia.

Essa etapa foi fundamental porque a paciente apresentava linha do sorriso alta. Portanto, a redução óssea não tinha apenas objetivo de regularizar o rebordo após as exodontias, mas também de criar espaço protético adequado e posicionar a interface prótese tecido em uma região não visível durante o sorriso.

Com o planejamento concluído, foram desenhadas guias empilháveis, cada uma com uma função específica dentro da sequência cirúrgica:

Guia 1: guia de localização

Apoiada nos dentes remanescentes, foi planejada para transferir à boca a posição dos pontos de fixação das guias seguintes. Essa etapa garante que, após a incisão e o descolamento, a referência espacial do planejamento não seja perdida.

Guia 2: guia de osteotomia

Após a abertura do retalho e as exodontias, essa guia foi apoiada diretamente sobre o osso e fixada com pinos. Sua função foi orientar a redução óssea planejada, permitindo nivelamento do rebordo, criação de espaço protético e controle da futura posição da transição prótese gengiva.

Guia 3: guia de fresagem e instalação dos implantes

Empilhada sobre a guia de osteotomia, permitiu conduzir a sequência de fresagem e instalação dos seis implantes Due Cone 4.0 x 11 mm conforme o planejamento reverso, respeitando eixo, profundidade e distribuição protética.

Guia de conferência e provisório

Após a instalação dos implantes e mini pilares, foi u lizada para verificar o posicionamento dos implantes, a relação com a futura prótese e a oclusão planejada. Essa etapa funciona como uma ponte entre cirurgia e prótese, aumentando a previsibilidade da captura imediata. Dessa forma, o planejamento não foi apenas virtual. Ele foi transformado em uma sequência física de guias, onde cada peça tinha uma função clínica definida, reduzindo improvisos e conectando o desenho protético inicial à execução cirúrgica final.

Figura 02 – Simulação estética digital DentalCAD/Exocad, permitindo o planejamento reverso da prótese e guiando o posicionamento tridimensional dos implantes.
Figura 03 – Sequência de planejamento digital evidenciando o uso de guias empilháveis, desde a guia de localização até a guia de fresagem e prótese, garantindo transferência precisa do planejamento protético para o campo cirúrgico.

Execução cirúrgica guiada e instalação dos implantes

O procedimento teve início com a instalação da guia de localização, apoiada nos dentes remanescentes, com o objetivo de transferir com precisão para o campo cirúrgico os pontos de perfuração destinados à fixação das guias subsequentes.

Figura 04 – Guia de localização instalada, u lizada para demarcação precisa dos pontos de perfuração destinados à fixação das guias subsequentes, garantindo referência inicial fiel ao planejamento digital.

Após incisão e descolamento mucoperiosteal, foram realizadas as exodontias dos elementos remanescentes, seguidas da instalação da guia óssea, posicionada diretamente sobre o rebordo e estabilizada por meio de pinos interfixadores. Essa etapa foi determinante para manter a referência espacial do planejamento após a perda do apoio dentário.

Figura 5 – Guia óssea instalada após exodontias e descolamento mucoperiosteal, posicionada diretamente sobre o rebordo para orientação da osteotomia e nivelamento preciso do osso.

A osteotomia foi então conduzida com dispositivo piezoelétrico, permitindo execução controlada e seletiva da redução óssea. Essa abordagem favorece maior precisão na regularização do rebordo, além de preservar estruturas adjacentes e minimizar trauma cirúrgico.

Figura 6 – Osteotomia guiada realizada com piezoelétrico, promovendo nivelamento do rebordo ósseo e criação de espaço protético adequado, com alto controle e preservação tecidual.

Mais do que uma etapa de remodelação, a osteotomia teve papel central no planejamento tridimensional do caso, possibilitando o nivelamento dos alvéolos pósexodontia, a criação de espaço protético adequado e o correto posicionamento da interface prótese-tecido, especialmente relevante em pacientes com linha do sorriso elevada.

Figura 7 – Segmento ósseo removido após osteotomia guiada com piezoelétrico, evidenciando o nivelamento do rebordo e a criação de espaço protético adequado conforme o planejamento digital.

Na sequência, foi instalada a guia de fresagem, acoplada de forma empilhada sobre a guia óssea, garantindo fidelidade ao planejamento digital e permitindo a condução precisa da sequência de perfuração e instalação dos implantes. 

Figura 8 – Guia de fresagem instalada sobre a guia óssea, permitindo orientação tridimensional precisa das perfurações e transferência fiel do planejamento digital para a instalação dos implantes.

Foram instalados seis implantes Due Cone 4.0 x 11 mm. Considerando a qualidade óssea tipo III e a proposta de carga imediata, optou-se por protocolo de subfresagem, com preparo do leito até diâmetro de 3,5 mm, seguido da instalação dos implantes de 4,0 mm. Essa estratégia teve como objetivo maximizar a estabilidade primária por meio de maior compressão óssea lateral.

Figura 9 – Sequência de fresagem e instalação dos implantes sob guia cirúrgica, evidenciando controle tridimensional do posicionamento e fidelidade ao planejamento digital.

Todos os implantes apresentaram torque de inserção superior a 35 Ncm, parâmetro considerado adequado para protocolos de carga imediata. Esse nível de estabilidade contribui para redução de micromovimentos no período inicial de cicatrização, favorecendo condições mais previsíveis para a osseointegração e manutenção do protocolo reabilitador proposto.

Reabilitação imediata

Após a instalação dos implantes, foram posicionados mini pilares cônicos retos, estabelecendo a base protética para a reabilitação imediata e padronizando o eixo de inserção da futura prótese.

Figura 10 – Implantes instalados sob guia cirúrgica, com posicionamento de mini pilares cônicos retos, evidenciando paralelismo e estabilidade primária adequados para protocolo de carga imediata.

Na sequência, foi u lizada uma guia de verificação, previamente confeccionada com base no planejamento digital, com a finalidade de validar intraoperatoriamente:

  • o posicionamento tridimensional dos implantes 
  • a correspondência com o planejamento protético 
  • a adaptação da futura prótese 
  • a relação oclusal previamente definida 

Essa etapa atua como um ponto crítico de controle, permitindo confirmar a fidelidade entre o planejamento virtual e a execução clínica antes da captura da prótese.

Figura 11 – Guia de verificação instalada sobre os mini pilares, u lizada para confirmar posicionamento tridimensional dos implantes, passividade e relação oclusal conforme o planejamento digital.

Com a validação ob da, foi realizada a instalação da prótese provisória previamente impressa e caracterizada, desenvolvida a par r do planejamento reverso. A captura foi realizada sobre coifas metálicas provisórias, u lizando resina flow, permitindo a união rígida e passiva da estrutura aos implantes.

O encaixe preciso, sem necessidade de ajustes significa vos, evidenciou a acurácia do fluxo digital e a estabilidade do conjunto implante-prótese.

Figura 12 – Prótese provisória impressa e maquiada, previamente confeccionada a par r do planejamento digital, u lizada para carga imediata e validação estética e funcional do caso.

A opção pela carga imediata, especialmente em osso tipo III, apresenta bene cios relevantes tanto do ponto de vista biológico quanto funcional. A união imediata dos implantes por meio de uma estrutura rígida contribui para a redução de micromovimentos individuais, favorecendo um ambiente mais estável para a osseointegração (Degidi et al., 2006; Esposito et al., 2013).

Além disso, sob a perspectiva do paciente, a instalação imediata da prótese promove manutenção da função mastigatória, preservação da oclusão e melhora significativa na qualidade de vida, permitindo retorno precoce à alimentação e às atividades sociais, sem a necessidade de períodos prolongados de edentulismo (Malo et al., 2003). Após a sutura dos tecidos, a prótese provisória foi instalada imediatamente, concluindo a fase cirúrgico-protética inicial do caso.

Figura 13 – Comparação clínica entre condição inicial (baseline) e resultado com prótese provisória imediata, evidenciando restabelecimento da estética, suporte labial e harmonia do sorriso já no pós-operatório imediato.

Fluxo digital e reabilitação definitiva com Transfer Scan Multiple Cases Implacil Osstem

O escaneamento de arcadas totais implantossuportadas representa um dos principais desafios dentro da odontologia digital. A extensão do arco, associada à ausência de referências anatômicas consistentes, favorece o acúmulo de erros durante a aquisição das malhas digitais, reduzindo a precisão da posição tridimensional dos implantes e podendo comprometer diretamente a adaptação passiva da prótese definitiva.

Diante desse cenário, no presente caso foi utilizado o Transfer Scan Multiple Cases da Implacil Osstem, com o objetivo de aumentar a previsibilidade do escaneamento e reduzir as limitações inerentes aos protocolos digitais em arcos totais.

Figura 14 – Posicionamento do Transfer Scan Multiple Cases (Implacil Osstem) sobre os mini pilares, evidenciando o uso de referências geométricas interconectadas para aumento da precisão no escaneamento de arco total e maior previsibilidade na adaptação protética.

A utilização do Transfer Scan Multiple Cases foi determinante para a previsibilidade do fluxo digital, especialmente em um caso de arco total.

Principais desafios do escaneamento em arco total:

  • ausência de referências anatômicas estáveis 
  • dependência do stitching (costura digital) 
  • acúmulo progressivo de distorções ao longo do arco 
  • dificuldade em manter precisão tridimensional entre múltiplos implantes 
  • risco de adaptação protética inadequada 

Nesse contexto, o uso do Transfer Scan Multiple Cases se jus fica por:

  • criação de múltiplos referenciais geométricos interligados entre os implantes 
  • aumento da estabilidade de leitura pelo scanner intraoral 
  • redução significativa de distorções acumulativas 
  • melhora da precisão tridimensional (posição, angulação e profundidade) 
  • maior correspondência com bibliotecas CAD 
  • aumento da previsibilidade da adaptação passiva 
  • redução de ajustes clínicos e laboratoriais 
  • simplificação do fluxo, com menor necessidade de repetição de escaneamentos 

Além disso, ao permitir uma leitura mais confiável das posições dos implantes, o dispositivo reduz etapas intermediárias e aumenta a segurança na transferência digital para o laboratório.

Após 120 dias de osseointegração, iniciou-se a fase protética com a remoção da prótese provisória e execução do protocolo de escaneamento digital, conduzido por meio de múltiplas malhas digitais, incluindo:

  • escaneamento dos mini pilares com o Transfer Scan Multiple Cases 
  • escaneamento funcional com a prótese provisória instalada 
  • escaneamento do antagonista e relação das arcadas
Figura 15 – Escaneamento intraoral (3Shape) com o Transfer Scan Multiple Cases (Implacil Osstem) posicionado sobre os mini pilares, demonstrando a criação de referências geométricas contínuas que reduzem erros de costura das malhas e aumentam a precisão em reabilitações de arco total.
Figura 16 – Escaneamento intraoral da prótese provisória em posição, u lizada como referência funcional e estética para validação do planejamento e transferência precisa das informações para a reabilitação definitiva.
Figura 17 – Escaneamento intraoral do arco antagonista, seguido da integração das malhas digitais, permitindo o correto relacionamento oclusal e a precisão na construção da reabilitação definitiva.

O escaneamento com a prótese provisória em posição complementa esse protocolo, permitindo o registro funcional da oclusão, manutenção da dimensão ver cal e validação do posicionamento previamente testado durante o período de cicatrização.

A reabilitação definitiva foi realizada em zircônia monolítica maquiada, instalada diretamente sobre os mini pilares, estratégia que reduz interfaces, melhora a estabilidade mecânica e mantém a fidelidade ao planejamento digital inicial.

Figura 18 – Reabilitação definitiva com prótese total implantossuportada em zircônia monolítica maquiada, parafusada diretamente sobre mini pilares, evidenciando excelência estética, estabilidade oclusal e previsibilidade do fluxo digital.

Nesse cenário, o Transfer Scan Multiple Cases assume papel central, não apenas como um acessório de escaneamento, mas como um elemento determinante para transformar um procedimento complexo em um fluxo digital mais preciso, previsível e reprodutível.

Discussão

O uso de guias empilháveis neste caso não foi apenas uma escolha tecnológica, mas uma estratégia de controle cirúrgico e proté tico.

Cada guia exerceu uma função específica dentro do fluxo:

  • localização 
  • osteotomia 
  • fresagem 
  • validação protética 

Esse encadeamento sequencial reduz variáveis operatórias e aumenta a previsibilidade do procedimento, permitindo que o planejamento digital seja transferido com alta fidelidade para o campo clínico.

Nesse contexto, a utilização do sistema de cirurgia guiada Implaguide Implacil Osstem, foi determinante para o resultado final. A precisão no direcionamento das perfurações e na instalação dos implantes favoreceu um adequado paralelismo entre os implantes e, consequentemente, entre os mini pilares, simplificando a fase protética e contribuindo para uma adaptação mais passiva da prótese definitiva.

Outro ponto crítico foi a decisão pela subfresagem em osso po III. A preparação do leito até diâmetro inferior ao implante instalado permitiu aumento da estabilidade primária, condição indispensável para protocolos de carga imediata. Nesse cenário, os

implantes Due Cone apresentaram comportamento altamente favorável, especialmente pela sua macrogeometria e capacidade de travamento em osso de menor densidade, permitindo torques de inserção superiores a 35 Ncm e garantindo segurança biomecânica para a reabilitação imediata.

Além disso, a osteotomia guiada possibilitou integrar estética e função, evitando a exposição da interface prótese-tecido em uma paciente com linha do sorriso elevada, um fator frequentemente determinante para o sucesso do caso. Na fase proté tica, o fluxo digital teve papel central, especialmente com a utilização do sistema Transfer Scan Multiple Cases da Implacil Osstem. Em reabilitações totais, onde o escaneamento convencional pode apresentar distorções cumulativas, o uso de dispositivos que criam referências geométricas adicionais entre os implantes se torna fundamental.

Nesse caso, o Transfer Scan Multiple Cases contribuiu para:

  • aumento da precisão tridimensional do escaneamento 
  • redução de erros de costura das malhas digitais 
  • melhor correspondência com as bibliotecas CAD 
  • maior previsibilidade na adaptação passiva da prótese 
  • redução de ajustes clínicos e laboratoriais 

Dessa forma, a integração entre cirurgia guiada, estabilidade primária adequada e um protocolo digital controlado permitiu que o resultado final não dependesse de adaptações, mas sim da execução precisa do planejamento.

Na etapa final, a reabilitação foi conduzida com uma prótese múltipla implantossuportada em zircônia monolítica maquiada, parafusada diretamente sobre os mini pilares. Esse tipo de solução apresenta elevada resistência mecânica e excelente comportamento sob carga funcional, sendo especialmente indicado em protocolos totais. Além disso, sua biocompatibilidade e baixa adesão bacteriana favorecem a estabilidade dos tecidos peri-implantares a longo prazo.

O conceito de parafusamento direto reduz interfaces intermediárias, aumentando a passividade da adaptação e diminuindo o risco de complicações mecânicas. Associado a isso, o uso do provisório guiado como prova funcional permitiu validar previamente oclusão, estética e conforto, tornando a prótese definitiva uma extensão direta do planejamento inicial.

Esse fluxo digital integrado reduz etapas clínicas e laboratoriais, aumenta a eficiência do tratamento e melhora a previsibilidade do resultado final, uma vez que a prótese definitiva passa a ser baseada em dados já testados em boca.

Conclusão

A previsibilidade em reabilitações totais com carga imediata não está apenas na escolha dos materiais, mas na capacidade de controlar cada etapa do processo.

O uso do sistema Implaguide, associado à correta indicação dos implantes Due Cone sob protocolo de subfresagem e à utilização do Transfer Scan Multiple Cases no fluxo digital, demonstra que a integração entre planejamento, execução cirúrgica e reabilitação protética é determinante para resultados mais precisos, previsíveis e reprodutíveis.

A utilização de próteses em zircônia monolítica maquiada, diretamente parafusadas sobre mini pilares, reforça esse conceito ao oferecer uma solução com alta resistência, estabilidade e redução de etapas clínicas. Quando associada a um fluxo digital completo e validado por meio do provisório guiado, essa abordagem permite maior eficiência operacional e menor dependência de ajustes posteriores.

Quando todos esses fatores estão alinhados, o tratamento deixa de depender de adaptações e passa a ser consequência direta de decisões clínicas bem fundamentadas, resultando em reabilitações mais duráveis, previsíveis e biologicamente favoráveis.

Figura 19 – Comparação inicial e final do caso clínico. À esquerda, paciente com maxila parcialmente dentada, comprometimento estético e funcional; à direita, após reabilitação com prótese total implantossuportada em zircônia monolítica, evidenciando restabelecimento do sorriso, suporte labial e função, obtidos com alta previsibilidade e redução de etapas protéticas por meio do fluxo digital.

Referências bibliográficas:

DEGIDI, M.; PIATTELLI, A.; FELICE, P. Immediate functional loading of edentulous maxilla: a 5-year retrospec ve study. Clinical Implant Den stry and Related Research, v. 8, n. 3, p. 167–175, 2006.

ESPOSITO, M. et al. Interventions for replacing missing teeth: different times for loading dental implants. Cochrane Database of Systema c Reviews, n. 3, 2013.

FABBRI, G. et al. Zirconia implant-supported prostheses: a literature review. International Journal of Esthetic Dentistry, v. 9, n. 4, p. 490–505, 2014.

KHOURY, S.; GAUTHIER, R.; SFEIR, R. Sleeveless guided surgery: Accuracy and clinical considera ons in stackable systems. International Journal of Oral & Maxillofacial Implants, v. 38, n. 4, p. 715–722, 2023.

MALO, P.; RANGERT, B.; NOBRE, M. “All-on-4” immediate-function concept with Brånemark System implants for completely edentulous maxillae. Clinical Implant Dentistry and Related Research, v. 5, Suppl. 1, p. 2–9, 2003.

PAPASPYRIDAKOS, P.; CHOCHLIDAKIS, K.; AMIN, S. Digital workflow for implant rehabilitation of completely edentulous arches: A step-by-step guide on stackable guides. Journal of Prosthetic Dentistry, v. 128, n. 6, p. 1120–1128, 2022.

PJETURSSON, B. E. et al. A systema c review of the survival and complica on rates of implant-supported fixed dental prostheses. Clinical Oral Implants Research, v. 29, Suppl. 16, p. 199–214, 2018.

TALLARICO, M.; MELONI, S. M. Workflow for full-arch immediate loading with stackable templates and sleeveless surgery. Implant Dentistry Review, v. 12, n. 1, p. 14–20, 2025.

ZARONE, F. et al. Zirconia-based dental prostheses: a systematic review. Dental Materials, v. 27, n. 1, p. 83–96, 2011.